quinta-feira, 21 de maio de 2009

OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO ENTRE BRASIL E TURQUIA

Encontro empresarial em Istambul terá, pela primeira vez, a participação de brasileiros

Empresários brasileiros participarão, pela primeira vez, de rodada de negócios em Istambul. O evento “Turquia-Mundo, Ponte de Comércio”, promovido pela Tuskon, a Confederação das indústrias da Turquia. A oitava edição do encontro será realizado entre os 1 e 6 de junho.

Mais de 2 mil representantes, de 150 países, têm presença confirmada. Do Brasil, irão empresários dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Ceará e Rio Grande do Sul. Os industrias brasileiros e turcos poderão, ainda, concretizar novas conversas durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitará Istambul no dia 20 deste mês, após sua ida à China.

A participação do Brasil na rodada empresarial se deve, principalmente, pela implantação da Turkish Airlines ao País. Desde de o início de abril, a companhia faz dois voos semanais de São Paulo a Istambul. Em julho, já serão três decolagens.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

BNDES INJETARÁ RECURSOS NA BRASIL FOODS

Luciano Coutinho, presidente do banco estatal, confirma participação na capitalização da BRF

Luciano Coutinho confirmou, nesta terça-feira (19), que irá disponibilizar recursos públicos para o financiamento da fusão entre Sadia e Perdigão. Apesar da declaração dos copresidentes do conselho da Brasil Foods (BRF), Nildemar Secches e Luiz Fernando Furlan, de que prescindiriam do apoio estatal, o presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) disse que irá participar do processo.

Dessa forma, o banco continuará com o projeto de amparar as três grandes empresas que sofreram consideráveis perdas com a desvalorização cambial especulativa no início da crise financeira, em outubro do ano passado – Sadia, Votorantim Celulose e Aracruz.

“O BNDES entrará como um participante normal do mercado de capitais. Apenas continuaremos usando, como sempre fizemos, as linhas tradicionais do banco”, afirma Furlan. De acordo com Secches, foram travadas conversas com representantes do banco estatal, que confirmaram interesse no negócio, mas não compromisso oficial.

terça-feira, 19 de maio de 2009

PERDIGÃO E SADIA OFICIALIZAM MEGAFUSÃO

Brasil Foods será a maior companhia alimentícia do Brasil

Em comunicado conjunto, enviado às 9h desta terça-feira, a Sadia e a Perdigão anunciaram oficialmente a fusão entre as empresas. BRF Brasil Foods S.A. será o nome da nova companhia, a maior do setor alimentício brasileiro. Juntas, as empresas captarão quase 25% do mercado exportador global de aves.

A sociedade se dará por meio de uma longa operação, que exigirá a criação de uma outra entidade, a HFF Participações. No acordo, Perdigão muda de nome para BRF e a Sadia para HFF, e em seguida ocorre a incorporação das ações da HFF pela BRF. Assim, a Sadia, que passava por intensa descapitalização após as perdas de R$ 2,6 bilhões com derivativos, terá suas ações incorporadas, em um primeiro momento, pela HFF Par.

Segundo o comunicado, o acordo foi aprovado pelos Conselhos de Administração das duas empresas e ainda precisa passar por adesão dos acionistas de ambas. "A concretização da associação também depende da apresentação da operação aos órgãos antitruste de outras jurisdições nas quais essa exigência legal seja necessária, em virtude de a Perdigão e a Sadia possuírem operações”.

CRISE INTERNACIONAL ABRE MAIS ESPAÇO PARA EMERGENTES

Segundo Tomás Málaga, valorização das commodities e queda na circulação de manufaturados fortalece participação de países em desenvolvimento no comércio mundial

O consultor econômico do Itaú Unibanco, Tomás Málaga, afirmou que os países de economia emergente apresentam maior tendência de estabilidade financeira durante a crise internacional. Ásia e América Latina, principalmente, estão retomando o equilíbrio de suas atividades comerciais de forma mais rápida do que o de países desenvolvidos.

Durante reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, o especialista destacou que o impacto causado pela crise financeira assumiu proporções mais amplas nos países industrializados. Com isso, Estados Unidos e Europa terão de enfrentar alguns anos de estagnação econômica e a tendência é que essas potências utilizem em menor escala a poupança internacional. Este fato, aponta Málaga, dá mais abertura aos países em desenvolvimento a tais recursos.

“Os Estados Unidos deixarão de usar cerca de 40% da poupança internacional, já que terá que poupar muito mais e, sobretudo, controlar o alto índice de consumo que tem mostrado nos últimos tempos. Se não fizer isso, há grandes riscos de um agravamento da crise mundial”, alerta o economista.

Segundo o conselheiro, o aumento do preço das commodities no mercado e a retomada de financiamento em países em desenvolvimento fez com que seu câmbio atingisse um patamar estável, em comparação aos países já desenvolvidos. “Este fato está alterando as características do comércio mundial, pois os produtos básicos ganham muito mais destaque e, junto com eles, os países emergentes”, ressalta.

Nova Composição

Diferentemente da conjuntura cambial de setembro do ano passado, logo no início da crise – em que o dólar disparou em relação às demais moedas –, o panorama internacional está se alterando, diz Tomás Málaga, uma vez que já é possível verificar o esgotamento dessa forte valorização inicial. “A ascensão das economias em desenvolvimento é uma das responsáveis pelo fato”, disse.

De acordo com o economista, durante um quadro agudo de crise a tendência do mercado internacional é a de supervalorizar produtos básicos, em contrapartida ao déficit na circulação de manufaturados. “A participação das commodities no mercado internacional, por exemplo, teve um aumento de 30% a 40%, o que leva à redução do valor comercial dos manufaturados”, destacou.

“Este comportamento faz com que as commodities alcancem o status de reservas de valor, elevando a importância dos países que as exportam: os emergentes”, aponta Málaga.

Desta forma, a recomposição dos mercados durante a crise cria espaços para o fomento de novas relações comerciais, de acordo com o economista. China, Ásia, Oriente Médio e Brasil passarão a absorver de maneira mútua e mais consistente os produtos uns dos outros, “numa tendência de equilíbrio entre os emergentes, aproveitando a brecha criada pela forte recessão nas potências mundiais”, ressalta.

Taxas de Juros

Para Tomás Málaga, estas características conjunturais trouxeram estabilidade inflacionária ao Brasil, a qual num cenário econômico desestruturado cumpre o papel de sustentar o nível de atividade comercial, protegendo a renda do consumidor.

Em sua opinião, “a tendência da inflação, durante a crise, é se manter baixa. Se somarmos a isso a crescente apreciação do Real – que por si só também controla a inflação – temos que a política do Banco Central deverá continuar priorizando a redução da taxa básica de juros”.

INDÚSTRIA PAULISTA CRIA 19 MIL VAGAS EM ABRIL

Os dados, divulgados dia 14 deste mês, apontam que a indústria paulista cresceu 0,80% em abril em relação a março

O Centro e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp e Fiesp), divulgaram o Índice de Nível de Emprego da indústria paulista, referente ao mês de abril. No acumulado do ano, São Paulo já eliminou 47,5 mil postos de trabalho. Mesmo com um ligeiro crescimento de 0,80% no mês, este é o pior abril desde 2006. Em relação a abril de 2008, foram fechadas 172.500 vagas, com variação negativa de (-6,76%).

O setor sucroalcooleiro, em abril, foi responsável pela geração de 28 mil vagas, enquanto os outros setores registraram queda e a eliminação de 9 mil postos de trabalho.

Das 22 atividades industriais que compõem a amostra da pesquisa, somente cinco apresentaram desempenho positivo e 17 registraram desempenho negativo. O principal destaque positivo foi o segmento de Fabricação de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis, com (15%). Na sequência, Produtos Alimentícios, (10,8%).

As variações negativas mais expressivas vieram dos setores de Produtos de Madeira (-4,3%), Metalurgia (-2,6%) e Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos (-2,2%).

PREÇO DO GÁS EM SP VAI CAIR AINDA NESTE MÊS

Indústria e consumidores residenciais serão beneficiados com a redução

A Arsesp (Agência Reguladora de Energia do Estado de São Paulo) anunciará, dia 31 deste mês, a nova estrutura tarifária estipulada à Comgás, maior distribuidora de gás natural do país. Segundo a agência, o preço do combustível deve cair tanto para a industria quanto para os consumidores residenciais. Mesmo com a queda, São Paulo continuará tendo uma das maiores cotações do mundo. O cálculo da redução será diferente para os dois setores.

Para as residências, o preço estará atrelado ao nível de consumo. Se o consumidor utilizar até 2 metros cúbicos por mês poderá poupar 42% do gasto. Já o uso de 16 metros cúbicos mensais – o equivalente ao conteúdo de um botijão de gás – acarretará na queda de 3,6% da tarifa final.

No caso da indústria, a redução vai variar entre 10% e 32,7%, para os casos de pequeno consumo do combustível – até 50 mil metros cúbicos por mês. As empresas que ultrapassarem este valor também terão contas mais amenas, mas em menor proporção.